Lolita (1962) | Lolita (1997)
Sim, são dois filmes sobre a mesma história, porém gravados em épocas diferentes. O filme é baseado em um romance clássico da literatura com o mesmo nome escrito por Vladimir Nabokov e me despertou uma vontade incrível de ler quando descobri que ele era russo. Quem é amante da literatura com certeza já ouviu ou leu alguma obra de um artista russo e se encantou com o dramatismo forte e as perspectivas abordadas. Quero comprar o livro ou tentar encontrá-lo na biblioteca municipal, mas enquanto não posso lê-lo, resolvi assistir às duas versões de adaptações para o cinema.
Lolita (1962) foi dirigido por Stanley Kubrick e a versão de 1997 foi dirigida por Adrian Lyne. A história é sobre Humbert Humbert, um homem de meia-idade que se torna obcecado por uma adolescente e para manter-se perto dela casa-se com sua mãe, que ao descobrir as suas intenções com a filha, afasta-se dele e morre logo depois. Ao descobrir a morte de sua esposa, Humbert Humbert vai em busca da adolescente e a mantém ao seu lado enquanto viajam de um lugar ao outro.
Uma curiosidade interessante é que durante toda a história ele a apelida de Lolita e desde então o termo passou a ser utilizado para referir-se à jovens sedutoras e sexualmente atraentes.
Assisti à versão de 1997 em francês sem legenda no Youtube porque estava absurdamente louca para conhecer a história, mas claro que eu não entendi nada, pois (ainda) não falo francês. Nesta versão, Humbert Humbert mostra-se apaixonado pela menina desde a primeira vez que a vê, mas em momento algum a seduz ou tenta assediá-la, o que nos traz uma perspectiva diferente da história de um pedófilo pervertido e nos mostra o outro lado da adolescente, que o seduz de todas as formas e o provoca através da sensualidade para conseguir o que deseja, mas em momento algum corresponde os seus sentimentos apaixonados, pois a história reflete um sentimento maior por parte dele, que ultrapassa o desejo carnal por ela.
Confesso que a história nos deixa confusos, apavorados e ao mesmo tempo comovidos, pois nos deparamos com os dois lados mais sombrios de cada ser, tornando-se impossível descobrir quem é a verdadeira vítima: A menina que se aproveita dos sentimentos do homem e o seduz ou o obcecado, que apesar da perversão deixa-se levar e mostra-se um apaixonado.

O que você achou da resenha até agora?
Eu adoro filmes antigos ou baseados em clássicos por uma única razão: Eles tratam de assuntos polêmicos e apavorantes de uma forma delicada, sensível e até as cenas mais pesadas são esquecidas por isto. No ponto de vista realista, a obra pode ser considerada um absurdo por tratar de um tema tão pesado mas esquecido pela sociedade, mas como uma obra de arte, o escritor foi capaz de derramar sentimentos em torno dela, nos mostrando sempre a outra face, uma poesia. Não gostei do filme pelo absurdo retratado (eu nunca acharia isto algo belo e singelo), mas gostei DA FORMA como foi exposto.
Já assistiu ao filme, leu ao livro ou ficou com vontade? Pesquisei mais e encontrei os links das duas versões para serem assistidas online e com legendas em português.
Eu adoro filmes antigos ou baseados em clássicos por uma única razão: Eles tratam de assuntos polêmicos e apavorantes de uma forma delicada, sensível e até as cenas mais pesadas são esquecidas por isto. No ponto de vista realista, a obra pode ser considerada um absurdo por tratar de um tema tão pesado mas esquecido pela sociedade, mas como uma obra de arte, o escritor foi capaz de derramar sentimentos em torno dela, nos mostrando sempre a outra face, uma poesia. Não gostei do filme pelo absurdo retratado (eu nunca acharia isto algo belo e singelo), mas gostei DA FORMA como foi exposto.
Já assistiu ao filme, leu ao livro ou ficou com vontade? Pesquisei mais e encontrei os links das duas versões para serem assistidas online e com legendas em português.
Versão de 1962 | Versão de 1997
Espero que comentem, que tenham gostado e mesmo que não tenham gostado, comentem também!
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