todos os posts escritos desde 2011, quando criei o blog. TODOS mesmo, até aqueles publicados quando troquei o seu nome e deixei o restante salvo nos rascunhos. Espero que gostem de matar a saudade!

21/04/2016

O estilo de Spencer Hastings



Spencer Hastings é uma personagem da série de livros Pretty Little Liars, que foi adaptada para a televisão. A série é a minha favorita e confesso ser bem difícil escolher uma das meninas para me inspirar, já que amo o estilo e o jeitinho de todas. Hoje eu vou falar sobre o estilo da personagem da série de Tv, interpretada por Troian Bellisario, que é a que eu mais me identifico durante todo o tempo em que assisto a série.

Antes eu quero fazer um resumo da personalidade e do estilo de vida dela:

Imagem de spencer hastings, pretty little liars, and troian bellisario

Spencer Hastings é uma adolescente determinada, muito inteligente e perfeccionista ao extremo. Além disto, ela é bastante competitiva, pois a sua família é conhecida por não saber perder, sempre almejando ser a melhor em todas as coisas que se dispõe a realizar. Spencer também tem um lado problemático e sofre de colapsos mentais e emocionais, pois possui uma personalidade explosiva e acaba tornando-se viciada em determinados medicamentos considerados drogas. 



O seu estilo é completamente formal, em todos os sentidos. Ela é uma geek assumida e por ser muito básica não costuma expor muito o seu corpo. sempre preferindo o uso de slippers, Oxford tênis, botas de cano alto e longo, além de meias calças super fofas. As suas roupas resumem-se em vestidos soltos e bem femininos, calças e cores neutras. 



A maquiagem de Spencer nem é notada, pois ela opta sempre pelo mais natural possível, usando rímel por baixo dos cílios e um batom clarinho. No episódio dezessete da terceira temporada, enquanto ela chora nós descobrimos o seu segredinho de maquiagem quase imperceptível:





O seu estilo parece ser super confortável, além de demonstrar uma determinada classe e bom gosto, combinando perfeitamente com a sua personalidade. O que eu mais gosto da série é justamente toda esta combinação entre estilo e personalidade das meninas. 

Gostaram do estilo da Spencer? Inspire-se com as coisas que você tem em casa e comente o seu resultado!


A música de Lorenzo Fernández




Quem estuda piano com certeza conhece ou já ouviu o nome de Oscar Lorenzo Fernández em algum lugar. Eu adorei a ideia de poder escrever sobre ele aqui no blog porque apenas quem lida com provas do conservatório ou estuda a história da música erudita brasileira o conhece de alguma forma. O Brasil tem muitas coisas boas, principalmente na área da música erudita e popular e nunca gostei de ouvir comentários maldosos à respeito de nossa cultura que eu tanto gosto de estudar. 

Ele foi um compositor da música erudita brasileira da fase nacionalista nasceu no Rio de Janeiro, em 1897, vindo a falecer na mesma cidade, em 1948, mas era filho de pais espanhóis. 

Caracterizada pelo apuro formal a sua obra é relativamente pequena e composta por trabalhos voltados para balés, óperas, concertos e com obra vocal baseada em modinhas e serestas (serenatas). Um fato bastante importante de sua vida foi que Lorenzo Fernández foi o fundador do Conservatório Brasileiro de Música, em 1936, o qual dirigiu até a sua morte. 

É bem difícil encontrar interpretações de peças suas na internet, mas trouxe algumas para vocês conhecerem pelo menos um pouquinho de sua bagagem. Espero que gostem!







Perfis do Instagram para amar



I love Instagram forever!


A rede social é a minha favorita e simplesmente a considero uma das mais bonitas (dependendo dos perfis que você segue). Através do Instagram conhecemos tantas pessoas interessantes de todos os lugares do mundo e podemos nos encantar com os seus registros fotográficos. Gosto de dizer que a rede social desperta o nosso senso artístico para fotografias, literalmente. Além disto, muitas pessoas que trabalham com a fotografia a utilizam como um meio de divulgação e eu amo tudo isto, de coração!

A postagem é especial e vim compartilhar com vocês os meus perfis favoritos no momento. Gente, tem tantos e confesso ser bastante difícil escolher só alguns, pois todos os dias eu encontro algum mais lindo ainda que o anterior. 

Vamos lá!









Eu não conheço a Anna mas sei que ela é super caprichosa e apaixonada por coisas bonitas. A conheci em um grupo de blogueiras e trocamos endereços para nos correspondermos (quando a minha carta for entregue à ela). No seu Instagram conhecemos o seu lado mais bonito e ficamos por dentro de ideias lindas para enviar cartas, inclusive, enquanto anotava o endereço postal dela me senti até envergonhada por estar enviando uma cartinha tão simples para uma moça tão inspiradora como a Anna é. A achei uma fofa e nos últimos dias estou in love pelo perfil no instagram dela.







Não sei muito sobre a Samantha além de visualizar todas as suas fotos no perfil, mas posso arriscar em dizer que ela é uma excelente fotógrafa!

Sou bastante fã do trabalho dela e só deixo de dar um coraçãozinho em alguma foto postada por ela se não visualizar mesmo, porque gosto muito da sua sensibilidade. 





Para quem ama livros, o perfil é de uma menina chamada Lilit, da Califórnia e que tem um blog voltado para resenhas de livros e comentários à respeito. O perfil do insta é maravilhoso e nos deixa louquinhos(as) para comprar todos os livros que aparecem nas fotos. 



O perfil é de Karmen e mais uma vez é dedico aos livros em um cenário mais lindo do que o outro. Eu sou apaixonada por suas produções fotográficas e sinto vontade de comprar todos os livros que ela publica fotos. 



O perfil é de Carolina e além de ser uma moça linda as suas fotos são mais ainda. É bem legal segui-la se vocês curtem coisas hipsters. Ela é uma fofa e isto reflete em seus registros!


O estilo da Vanessa Carlton



A Vanessa Carlton é uma cantora pop, pianista e bailarina por prazer norte-americana, além de ter escrito alguns livros. Ela está na minha lista de cantoras favoritas e que me inspiro, em todos os sentidos. Gosto do seu jeitinho discreto e admiro o fato dela nunca ter mudado desde o início de sua carreira até a atualidade, além de se ser inspiradora, como pessoa e artista que é. 

Sigo ela em algumas redes sociais e gosto de acompanhar as novidades sobre a sua carreira e sua vida pessoal, mas a postagem é para destacar um ponto que adoro nela que é o seu estilo. 



É bem difícil encontrar fotografias de looks cotidianos da cantora justamente por tratar-se de uma pessoa bastante reservada. Em seus vídeo clipes a cantora aposta no requinte da simplicidade e nunca abandona isto, tornando a sua marca registrada. No cotidiano ela continua a mesma, sempre básica e parceira do jeans para tudo, como podemos perceber ao analisar as fotografias em seu perfil do Instagram.



Apesar de já ser mãe e ter uma vida normal, Vanessa continua com o mesmo rostinho de quando era uma adolescente, além de sempre passar a imagem de mocinha em seus vídeos musicais, adotando um estilo despojado e ao mesmo tempo com um toque moderno.




Pianista desde sempre e bailarina por prazer, ela é clássica e básica ao mesmo tempo, dependendo da situação e do ambiente. 




Playlist: Fofuras da MPB



Eu sempre ADOREI a música popular brasileira e isso me motivou a querer aprender a tocar violão, há bastante tempo atrás. Eu sou bem eclética com relação às diferentes "classes" da MPB e curto desde o seu surgimento até a música popular brasileira contemporânea. Tive uma fase em que ouvia MUITA bossa nova e depois acabei amando a MPB da década de 60 até a década de 90 e fiquei presa entre as duas. Todas estas mudanças me tornaram uma pessoa bastante receptiva à novos gêneros e hoje posso dizer que ouço tudo o que é música de qualidade, sem paradigmas.

Bom, mas não é sobre isto que vim falar, na verdade o primeiro parágrafo foi somente uma introdução. Estou em uma fase fofa e consequentemente AMANDO músicas bonitinhas, então vou compartilhar com vocês a playlist de músicas fofas e BRASILEIRAS que montei, todas de artistas contemporâneos e que variam entre a MPB e a música indie. Espero que gostem!

Nosso Lar, um livro especial



Ano: 1999
Páginas: 281
Idioma: português 
Editora: FEB - Federação Espírita Brasileira

Página no skoob: www












Nosso lar, escrito pelo espírito André Luiz através do médium Chico Xavier é um daqueles livros que nos fazem chorar e refletir sobre o que é verdadeiro e essencial. Publicado originalmente em 2005, o livro é narrado pelo próprio espírito André Luiz, que relata as experiências vivenciadas desde o seu processo de desencarne até a aceitação de que a vida é passageira. 

Nosso Lar é o nome de uma colônia espiritual em que André Luiz foi acolhido pelos espíritos amigos e através das suas harmoniosas palavras o espírito compartilha conosco as suas observações e descobertas sobre a vida no mundo espiritual de forma vibrante, nos revelando um mundo pleno, organizado e digno de ser tratado como um exemplo, onde os espíritos passam por estágio de recuperação e educação espiritual supervisionado por Espíritos Superiores. 

Se você, caro leitor, não conhece a doutrina espírita, eis uma exímia oportunidade de conhecê-la da maneira mais simples. A história é verídica e André Luiz concorda plenamente com os argumentos codificados por Alan Kardec, o difundidor da doutrina, tornando-se digno do respeito da comunidade espírita. O livro Nosso Lar é apenas o primeiro de uma série de livros intitulada A vida no mundo espiritual, contando com mais doze livros seguidos, totalizando treze. 

O livro rendeu uma adaptação em filme, no ano de 2010 e foi sucesso até mesmo entre as pessoas que não conhecem os fundamentos da doutrina espírita detalhadamente, contando com atores renomados, como Paulo Goulart, Renato Prieto e com a direção de Wagner de Assis. Veja o trailer:



Estou lendo ao segundo livro da série, intitulado Os mensageiros e continuo encantada com a magnitude das palavras do espírito, que na sua simplicidade tece asas aos bons pensamentos.


Um outro verão


Imagem de girl, hand, and pain


Não me faça parar de chorar
Não peça para que eu seja grata à você
Não diga que sofro sem explicação
Mas também não me pergunte o porquê

Apenas me abrace 
Sinta as coisas que não posso dizer
Sinta as coisas que eu guardei em mim mesma
E a dor que é não saber o que fazer

Porque eu lutei como um soldado 
Mas veja bem, não pude escolher
E de tanto sofrer acabei cansada
Em minha própria tristeza me embriaguei 
Eu sinto tantas saudades
De quando as coisas eram mais simples
Não tenho como fugir
Em minha solidão me tranquei

Observo as crianças brincando
Observo declarações de amor
Casais e pessoas sorrindo
E a minha alma se corrói
Porque sinto saudade
De quando me sentia parte de algo
Que hoje não faz sentido

Você se lembra das nossas promessas?
Você se lembra que um dia me amou?
Eu voltei acreditando que seria reconhecida 
Mas que pena, o seu olhar perdido não me encontrou

Uma vez eu disse à você que voltaria
Você me abraçou e prometeu guardar o seu coração
Eu acreditei e fui fiel à você
Vi pessoas em seus últimos suspiros
Vi corpos atirados ao chão
E pensei em como Deus era capaz de aceitar
Senti tristeza, ânsia e pavor
Ouvi explosões, chutes ao ar
Mas a distância não manteve o seu amor 

Hoje não sou mais a mesma pessoa que o fazia sorrir
Mas o sentimento permanece o mesmo, inabalável
Você, ao contrário, parece não se importar
Fiz daquelas promessas a luz da minha vida
Mas você preferiu esquecê-las
E sem cortejos não quis mais
O amor que eu guardei só para lhe dar.

As pinturas de Vladimir Volegov

Eu amo pinturas e acho lindo a forma como o artista manifesta a sua percepção humana com tamanha sensibilidade. Pensando nisto, achei justo dedicar uma categoria do blog para compartilhar um pouco do que encontro de maravilhoso neste mundo das artes. 


Conheci o trabalho de Vladimir Volegov através da pintura sublime acima e me apaixonei tanto ao ponto de querer saber mais sobre o pintor, conhecendo outras de suas infindáveis obras repletas de amor. 

Nascido em Chabarovsk, na Rússia, Vladimir manifestou o seu dom aos três anos, quando começou a pintar, mas começou a se destacar por isto apenas em sua adolescência. Frequentou a escola de arte "Krivoj Rog" e após servir o exército foi admitido no Instituto Poligráfico Lvov, na antiga União Soviética.

Mudou-se para Moscou em 1988 e desde então a sua carreira decolou ao ponto de seu trabalho ser solicitado por diversas editoras importantes da Rússia. Na década de 1990, Vladimir passa a garantir-se financeiramente através da pintura de retratos nas ruas de Barcelona, Berlim, Viena e e outras cidades europeias, aprofundando-se na experiência de descrever a forma humana.



Com um lirismo magnífico e impressionismo arrojado, pequenos toques transformados em gestos grandiosos tornaram-se o maravilhoso diferencial de seu trabalho. Em suas obras é perceptível a evocação da figura humana em suas proporções, o jogo das pinceladas vibrantes e ousadas além da magnitude de tamanha sensibilidade ao manifestar gestos corriqueiros de forma tão poética.


As pinturas são a óleo, com estilo figurativo e densidade de cor extrema. São maravilhosas e confesso que ao conhecê-las não despertei a vontade de parar de olhá-las e admirá-las. 



















Gostou? Tem muito mais no site oficial do pintor!

O lado humano de Isak Borg em Morangos Silvestres (1957)

Há um lado magnífico da indústria cinematográfica pouco explorada pelos grandes prêmios do cinema e esquecida devido à passividade da sociedade contemporânea em absorver as produções Hollywoodianas. Dentre diversos exemplos, o filme sueco Morangos Silvestres (1957), escrito e dirigido por Ingmar Bergman pode ser definido como um trabalho de percepção da vida de um homem através de sua mente. 



Mesmo indicado ao Oscar em 1960 na categoria de Melhor filme (estrangeiro), pode-se dizer que as produções europeias terminam esquecidas na história, mas o que é inegável são as verdadeiras lições de vidas manifestadas pelas produções de Ingmar Bergman, como em Morangos Silvestres, de 1957.


Tudo começa em Isak Borg (Victor Sjöström), um professor de medicina que ao temer a aproximação da morte em sua vida começa a ser abduzido por lembranças de sua vida e pensamentos à respeito de sua integridade perante as pessoas. De acordo com o professor “a nossa relação com as pessoas consiste em criticá-las” e isso fez com que ele se afastasse de toda a sua vida social. Na verdade, ele precisa viajar a Lund para receber o grau honorário da Universidade de Lund por ter conquistado cinquenta anos de carreira, então percorre o caminho acompanhado de sua nora, com quem a relação é de tolerância.


No caminho conhece uma moça e seus companheiros de viajem que o faz lembrar-se de sua adolescência e de quando conhecera a sua falecida esposa, além de conhecer um casal que o faz lembrar-se de sua vida matrimonial conturbada. O mais interessante do filme são os momentos em que a sua mente é invadida por sensações e lembranças de seu passado o mostrando a sua posição perante as pessoas. Claro, porque Isak é um senhor e um homem perturbado pela necessidade de querer saber sempre mais e basear-se em fatos comprovados pela ciência, mas como diz sua esposa em uma de suas lembranças: “Você sabe tanta coisa e ainda assim não sabe nada.” 


E em meio as suas alucinações eis que semelhante à história de espíritos do natal ele é embalado por um sentimento nostálgico e melancólico através de um mentor que o reprova friamente, assim como ele sempre agiu em seus julgamentos. Como foi dito, Isak não tem nada de especial, mas ao reconhecer-se como um homem que desperdiçou a sua vida através da indiferença humana, ele torna tudo mais bonito e completa a beleza da magnífica obra de arte que é assistir à alguma produção europeia, quem dirá a dos suecos!


Ingmar Bergman foi e continua sendo um excelente em tudo o que se propôs a criar, simplesmente. É impossível assistir à Morangos Silvestres e não torná-lo parte da lista de seus filmes favoritos, porque ele é incrível na sua simplicidade de sentimentos humanos. Todos os demais filmes escritos e dirigidos por Bergman têm um pouco ou muito disto: A simplicidade dos sentimentos humanos transformados em uma obra de arte que muda a nossa percepção de mundo desde o primeiro minuto em que assistirmos. E é disto que o ser humano gosta, de ser compreendido em seus erros e encontrar-se em cada forma de arte manifestada. O ser humano ama sentir-se acolhido mesmo sendo um completo errante que se julga conhecedor de todas as teorias mas não aprendeu a tocar em outra alma humana. Isak tem um pouco de cada um de nós e é uma pena ter reconhecido os seus erros tão próximo da velhice, quando a solidão o aprisionou em um mártir sem fim. Pode-se dizer que em toda a sua gama de conhecimentos em base da Medicina ele não foi capaz de fazer ressurgir a verdadeira importância em exercer a sua profissão. Não foi capaz de cuidar de sua esposa e de seu filho, que tornou-se um ser violento ao ponto de negar-se a ser um bom pai. Sua nora torna-se indiferente aos seus sentimentos, relutando perante o seu pedido mesmo que em silêncio de perdão e Isak teme a morte solitária e infeliz. 


Então sua mente é novamente inundada por lembranças daquele lindo pé de morangos silvestres em que sua amada era seduzida por um outro rapaz e percebemos que na verdade Isak é apenas ressentido por nunca ter se sentido amado por alguém. Porque o que falta a todo sofredor que se preze é amor universal. Aqueles contos em que somente o amor verdadeiro é capaz de salvar o príncipe ou a princesa de uma maldição é verdade, porque apenas o amor pode contra todas as formas de maldade. 


O velho sofredor que não sabe o que sente, justamente porque privou-se de sentir durante toda a sua existência, contaminando a todos em sua volta, deixando como marca o amargor da solidão e da falta de caridade, da falta de carinho. Precisava ser assim? Claro que não precisava! Mas infelizmente ele percebeu tarde demais, tão tarde que seria difícil contornar a situação, pois sua esposa havia morrido e seu filho tornara-se um homem tão sombrio quanto ele. E existe algo bem pior do que nunca ter se sentido amado e protegido por ninguém: Não saber amar outra pessoa como gostaria de ter sido amado. O amor é a solução e a sociedade é imensamente hipócrita ao lidar com os sentimentos de rejeição, porque realmente a nossa relação com as pessoas consiste em criticá-las e precisamos compreender o que levou Isak a este mar de vazio e solidão em seu mundo particular: A saudade daquele sentimento... Qual o nome dele mesmo? Amor!

Sobre o filme Lolita (1962 e 1997)


Lolita (1962) | Lolita (1997)

Sim, são dois filmes sobre a mesma história, porém gravados em épocas diferentes. O filme é baseado em um romance clássico da literatura com o mesmo nome escrito por Vladimir Nabokov e me despertou uma vontade incrível de ler quando descobri que ele era russo. Quem é amante da literatura com certeza já ouviu ou leu alguma obra de um artista russo e se encantou com o dramatismo forte e as perspectivas abordadas. Quero comprar o livro ou tentar encontrá-lo na biblioteca municipal, mas enquanto não posso lê-lo, resolvi assistir às duas versões de adaptações para o cinema. 




Lolita (1962) foi dirigido por Stanley Kubrick e a versão de 1997 foi dirigida por Adrian Lyne. A história é sobre Humbert Humbert, um homem de meia-idade que se torna obcecado por uma adolescente e para manter-se perto dela casa-se com sua mãe, que ao descobrir as suas intenções com a filha, afasta-se dele e morre logo depois. Ao descobrir a morte de sua esposa, Humbert Humbert vai em busca da adolescente e a mantém ao seu lado enquanto viajam de um lugar ao outro. 

Uma curiosidade interessante é que durante toda a história ele a apelida de Lolita e desde então o termo passou a ser utilizado para referir-se à jovens sedutoras e sexualmente atraentes.




Assisti à versão de 1997 em francês sem legenda no Youtube porque estava absurdamente louca para conhecer a história, mas claro que eu não entendi nada, pois (ainda) não falo francês. Nesta versão, Humbert Humbert mostra-se apaixonado pela menina desde a primeira vez que a vê, mas em momento algum a seduz ou tenta assediá-la, o que nos traz uma perspectiva diferente da história de um pedófilo pervertido e nos mostra o outro lado da adolescente, que o seduz de todas as formas e o provoca através da sensualidade para conseguir o que deseja, mas em momento algum corresponde os seus sentimentos apaixonados, pois a história reflete um sentimento maior por parte dele, que ultrapassa o desejo carnal por ela.

Confesso que a história nos deixa confusos, apavorados e ao mesmo tempo comovidos, pois nos deparamos com os dois lados mais sombrios de cada ser, tornando-se impossível descobrir quem é a verdadeira vítima: A menina que se aproveita dos sentimentos do homem e o seduz ou o obcecado, que apesar da perversão deixa-se levar e mostra-se um apaixonado.


O que você achou da resenha até agora? 

Eu adoro filmes antigos ou baseados em clássicos por uma única razão: Eles tratam de assuntos polêmicos e apavorantes de uma forma delicada, sensível e até as cenas mais pesadas são esquecidas por isto. No ponto de vista realista, a obra pode ser considerada um absurdo por tratar de um tema tão pesado mas esquecido pela sociedade, mas como uma obra de arte, o escritor foi capaz de derramar sentimentos em torno dela, nos mostrando sempre a outra face, uma poesia. Não gostei do filme pelo absurdo retratado (eu nunca acharia isto algo belo e singelo), mas gostei DA FORMA como foi exposto. 

Já assistiu ao filme, leu ao livro ou ficou com vontade? Pesquisei mais e encontrei os links das duas versões para serem assistidas online e com legendas em português.


Versão de 1962 | Versão de 1997 



Espero que comentem, que tenham gostado e mesmo que não tenham gostado, comentem também!


Um amor e um acaso

Imagem de rain, alone, and umbrella


Era uma manhã de outono e sentada em um balanço de uma antiga pracinha Cecília observava as folhas das árvores caindo como se estivessem à procura de algo maior. Ela sempre enxergou aquilo como uma prova de amor das folhas pelas árvores, que se tornavam livres para aquecerem a si próprias e sobreviverem. Na verdade, o outono sempre foi a sua estação favorita, justamente pela sensibilidade que era despertada nas pessoas naquela época. Cecília sempre gostou de observar todas as formas de vida e se perguntava se um dia alguém poderia amá-la da mesma forma que as folhas amam suas árvores, pois na maior parte do tempo ela encontrava-se só ou sentindo-se assim. 


Neste mesmo instante e há alguns metros de distância, Raul estava aguardando em um ponto de ônibus enquanto ouvia a sua música favorita: Mouvement Introductif, de Yann Tiersen, ao piano. Diferente de Cecília, ele nunca gostou do outono simplesmente porque não sentia o seu coração aquecido e a estação o lembrava de que o inverno estaria por vir, pois assim como ela, ele também sentia-se só. Ele sempre se perguntou se um dia poderia sentir-se finalmente aquecido pela presença de alguém, pois sentia que ao seu lado sobrava um lugar. 


Os dois continuaram pensando em como seria sentirem-se amados um dia e mal imaginavam que os seus corações poderiam estar à espera um do outro, pois eram dois jovens que apesar das diferentes formas de enxergarem o outono, permaneciam imersos em um oceano de solidão e desejos um pelo outro. 

Parecia apenas uma manhã de outono, mas para Cecília e Raul, aquela foi o desencontro de um primeiro encontro fatalmente aprisionado pelo destino de dois corações que um dia se amaram, mas que de tanto fugirem um do outro, aquele amor sublime deixou de ser um laço. 

Algum lugar

Imagem de girl, grunge, and run
we heart it

Você acordou triste
Sentiu a dor que é não sentir-se parte de algo maior que o seu próprio mundo
e percebeu que sempre esteve só
rodeado de falsas companhias que nunca supriram as suas maiores carências
Você deseja morrer ou melhor, deseja simplesmente não ter nascido
mas esta vontade de morrer mescla-se ao desespero de saber que precisa viver
e se nasceu é porque precisa realizar algo com a vida que lhe foi dada por Deus

Mas o que será isso? 
O que será a vida se não somente uma passagem redondamente ilusória por este planeta Terra?
Permeada por pensamentos nobres a sua mente passou a perceber o vazio que é saber a verdade

Porque a vida neste planeta é um conto de ilusão
Porque ter a vida não significa que alguém deseja viver
Porque viver é um duelo constante entre a emoção e a razão

Você abre a porta da sua casa e aturdido com o peso das dores humanas ela é novamente fechada
"Não estou preparado para lidar com tudo isso", você pensa
Coloca uma música no seu aparelho de som e ao voltar para a sua cama tenta dormir
porque você sempre sentiu que a música o compreende
sempre sentiu que ao dormir não está mais aqui, mas em algum lugar
Longe daqui

Porque a vida neste planeta é um conto de ilusão
Porque ter a vida não significa que alguém deseja viver
Porque viver é um duelo constante entre a emoção e a razão

É neste lugar que você quer ficar
No fundo, é por este lugar que todos buscam:
Um lugar qualquer, sem direção, sem máscaras que tornam impossível enxergar 
Um lugar que não se sabe qual é, apenas que ele existe.
Bem longe daqui.

Não se deixa de amar

Imagem de flowers, girl, and red

Ninguém deixa de amar da noite para o dia, justamente porque deixar de amar é algo impossível. Eu não acredito que uma relação pautada no amor e na compreensão tenha fim, apenas é interferida pelas circunstâncias, mas acabar é inviável e se um dia acabou, é porque nunca foi verdadeira, simples assim. Quando se ama verdadeiramente alguém ou alguma coisa, o máximo que pode acontecer é um afastamento acarretado pelas circunstâncias e por escolhas no modo de viver diferentes, mas o sentimento permanece, mesmo que aparente ter sido abrandado. Afinal, o amor é manso, e o que pensamos ser amor, na verdade pode ser simplesmente uma paixão, a verdadeira causa da origem de termos como "acabou o amor". 

Coitadinho do amor, tão estereotipado pela mente incerta das pessoas e pela cegueira advinda das aparências que acabou tornando-se algo passageiro e apto dos finais infelizes. É normal o ser humano confundir-se entre as aparências e julgarem-se conhecedores do verdadeiro amor, mas ele não é, e isto não deveria ser algo normal, porque os sentimentos formam uma casa em que somente nós mesmos somos capazes de entrar. Pense no amor que sente por sua mãe e no amor que ela sente por você e conclua por si mesmo que nunca amou verdadeiramente muitas pessoas que julga amar, apenas julgou sentir algo que na verdade trata-se de um comodismo estereotipado pela névoa que esconde dos nossos olhos a realidade.

Não adianta dizer que existem vários tipos de amores e que amor de mãe não se compara, pois se compara sim, porque o amor é único e universal. Quando a gente ama, podem se passar anos de afastamento e falta de contato, mas ao retornarmos, basta apenas uma troca de olhares para que o amor ressurja como se nunca estivesse longe antes. O amor não é complicado, não é caloroso tão menos adepto de cenas dramáticas e entristecedoras, mas é paciente, avança sem ser percebido através do carinho, do respeito, da compreensão mútua e do reconhecimento de que mesmo com a distância a saudade pode passar, mas o amor nunca, ele sempre prevalecerá. 

Você merece ser feliz agora!

Imagem de girl, nature, and travel

Ás vezes ser sozinho(a) demais cansa, a gente se pergunta qual é o nosso problema e esquecemos que o verdadeiro amor nasce em nós mesmos. Em meio à um turbilhão de pensamentos destruidores nós não nos curtimos e precisamos entender que merecemos sim sermos felizes, nem que seja assim: Só.


Todas as pessoas ou a maioria delas imaginam que o amor se resume em uma relação entre um par que caminha de mãos dadas pela rua enquanto a velocidade da forma com que os demais enxergam a vida acelera. Eu não. O meu conceito de amor é bem distante deste conceito estereotipado pela sociedade e sua história, pois imagino que o amor é bem menos, porque menos é sempre mais. Não adianta, tudo começa ao se olhar no espelho e gostar sinceramente de todas as coisas que você enxerga exteriormente e interiormente, eis o princípio da maior forma de amar a si mesmo(a).

Nós vivemos em uma humanidade excessivamente apegada ao contato físico e as pessoas têm mais crença de que são totalmente dependentes de um par ou de amizades superficiais do que a crença de que existe algo mais elevado para acreditarem. Eu tive as minhas fases de não querer acreditar em nada e respeito as fases das outras pessoas, mas somente com o amadurecimento percebemos a importância que é ter algo maior para acreditar. Porque ao acreditar em algo o nosso coração torna-se manso, porque ao acreditar em algo maior somos capazes de projetar um amanhã melhor e passamos a amar à nós mesmos acima de qualquer outra coisa.

Quando amamos a nós mesmos o dia fica mais bonito, a nossa imagem no espelho melhora, passamos a nos alimentar melhor, nos cuidamos, ouvimos uma boa música, lemos aquele livro que estava abandonado na estante por falta de tempo ou vontade, aprendemos a fazer algo que gostamos, desde alguma arte marcial até dançar ballet
clássico e descobrimos que o segredo de amar e ter felicidade é apenas curtir a vida da melhor forma, amando a nós mesmos. As amizades? O parceiro ou a parceira? Todas essas baboseiras são apenas consequências de nos amarmos e sempre vão vir com o tempo, não adianta querer apressá-lo. Sair "atirando para todos os lados" só vai reiniciar o círculo de relacionamentos superficiais e pessoas que não têm verdadeiramente uma sintonia de harmonia com a sua.

Uma vez um amigo meu me perguntou qual o problema que ele tinha que o impedia de conseguir uma namorada bacana. Eu simplesmente o disse que tudo tem o seu tempo e que ele precisa saber esperar. A vida é uma coisa muito complexa para querermos brincar de Deus e acharmos que podemos mudar tudo, apenas precisamos nos preocupar em cuidar da nossa felicidade para que possamos iluminar os demais e atraí-los com o nosso brilho.

Então, se você sente-se muito só, acha que nunca vai ser feliz porque não tem companhia para ir ao cinema, porque queria ter amigos para sair e se divertir, queria ter alguém com quem conversar, um namorado ou uma namorada, alguém que verdadeiramente queira ver você feliz, tenha certeza de que um dia terá. Mas enquanto não tem, faça cursos, aprenda a fazer algo que goste, desenvolva os seus hobbies, cante, dance, vá ao cinema sozinho(a) e se divirta com você, coloque aquela roupa mais bonita, passe um batom se você for mulher, vá à um restaurante considerado "chique" que sempre quis entrar mas nunca entrou por medo de ser julgada devido à sua solidão, compre chocolates caros e se dê, tome sorvete, faça brigadeiro, seja você, mas principalmente, não se esqueça de repetir todos os dias em frente ao espelho: Eu mereço ser feliz e vou ser feliz agora!

Um amor sem face

Imagem de girl, bird, and grunge

Ela estava em um jardim com flores tão belas que seria impossível tentar descrevê-las, e sentia-se livre e vagando ao ar como nem mesmo uma bailarina sentira-se antes. Sentia-se completa e totalmente lúcida, mas por incrível que pareça não sabia aonde estava, apenas que estava ali por alguma razão. Continuou caminhando, encantada com aquela beleza sublime e seus olhos enchiam-se de amor, como se o oceano inteiro despontasse através deles ao ponto de não conseguir deixá-la parar de caminhar. Se havia pessoas ela não reparou, pois sentia-se acompanhada de um brilho eterno em um lugar cujo tempo não importava. 

Um homem, foi o tudo o que percebeu. Um homem que sempre soube que estaria ao seu lado, mas que nunca enxergou a sua face. Podia senti-lo segurando as suas mãos e guiando-a em direção à algum lugar, que não sabia o nome, apenas que ele seria melhor.
Ele parecia sempre um ser solitário e fazia sentir-se emocionado ao lado dela, deixando-se ser percebido por isto, mas raramente se aproximava da mesma forma. Era possuidor de uma aura saudosista mesclada à melancolia de ser um eterno imortal a vagar entre as pessoas e as suas lágrimas eram tão profundas que manifestavam o sofrimento que ele sentia ao manter-se distante dela. 

Enquanto caminhava, o jardim tornava-se distante e ela avistava uma bela praia, coberta por árvores graciosas e uma atmosfera agradável. Sentia que ele estava ali também, observando o mar límpido e extasiando-se com a sua beleza, como se pudesse curar-se da dor que sentia através dele e pela primeira vez ela se sentiu aceita, em seu verdadeiro lar. 

Antes que pudesse observar a sua face, uma voz clamava por seu nome e subitamente tudo desapareceu. Estava tocando uma melodia ao piano e fora interferida por sua mãe, que a questionava à respeito de algo que não conseguiu prestar atenção. Ela apenas levantou-se e continuou o seu dia como se nada tivesse acontecido, pois ninguém entenderia, nem mesmo ela. Nunca contou à ninguém.  

Livro: Queria ver você feliz



"O FATO É QUE eu poderia contar qualquer história de amor, mas se hoje minha memória anda às voltas com esta, de Caio e Maria Augusta, culpo quem abriu um certo baú florido onde estavam guardados cartões, bilhetes, retratos e cartas."



Queria ver você feliz é um daqueles livros de histórias reais que nos deixam morrendo de amores. Comprei sem muitas expectativas mas me apaixonei de uma forma que precisa ser compartilhada, pois através da história de um baú florido tudo começou a despontar para o surgimento do livro.



HÁ QUEM O CHAME de Eros, Kama, Philea ou Ahava. O Amor, esse personagem mítico, desempenha o papel de narrador na história real do casal Caio e Maria Augusta, pais da autora Adriana Falcão. O Amor se descreve como perfeccionista e obcecado pelos detalhes, nada que o impeça de ser um bocado descuidado com as consequências dos sentimentos que provoca com suas flechas.

Em primeiro lugar, eu adoro histórias em que o narrador é um ser idealizado e abstrato. Nesta história poética e bem humorada, Adriana Falcão submete-se à interpretação do próprio Amor para narrar a história de seus pais. É como se ao ler o livro o amor realmente estivesse palpável e nos contando cada detalhe da vida da família construída pelo casal. Quem já leu ou assistiu A menina que roubava livros deve se lembrar que a história é contada pela própria morte e isso é um ponto semelhante, pois neste livro, quem conta a história é o próprio amor.


O livro é todo escrito à base de cartas, bilhetes, telegramas, desenhos e fotografias trocadas pelo casal desde o momento em que se conheceram. A escritora conta que a origem do livro se deu ao encontrar um baú florido cheio de recordações quando ela e suas irmãs precisaram repartir as coisas do casal entre elas. O "enredo" do livro acaba por ser suscetível à nossa própria imaginação, deixando muitas coisas no ar, para que possamos imaginar. Trata-se de uma história de amor real, com todas as suas graças e também defeitos, momentos felizes e tristes, além de assemelhar-se à muitas outras já conhecidas. 


"Não tenho sexo. Não tenho corpo. Não sou mortal nem imortal, visto que morro e renasço, e volto a morrer e a renascer até o infinito. Sou um teimoso. Há quem tente me entender, há quem tente me explicar, nada disso é muito fácil."



Ás vezes, eu ficava chateada com a loucura de Maria Augusta, que em momento algum demonstrava uma preocupação para com os sentimentos de Caio, que enquanto cuidava dos problemas de sua esposa embalava-se em uma profunda depressão que só percebemos ao final da história. Isso me fez pensar em como pessoas com problemas emocionais são capazes de abalarem as outras, mesmo sem a intenção. 












Adriana Falcão nasceu no Rio de Janeiro em 1960 e foi morar no Recife ainda adolescente. De volta à cidade natal em 1995, ganhou reconhecimento como escritora, cronista e roteirista. Na televisão, colaborou em programas como A grande família e Louco por elas. No cinema, esteve por trás de sucessos como a adaptação de O auto da compadecida e Se eu fosse você. Queria ver você feliz é a sua primeira obra de não ficção.




Ficha técnica do livro:


Número de páginas: 157;

Editora: Intrínseca;
ISBN: 978-85-8057-609-2
Primeira edição: 2014
Capa e projeto gráfico: Angelo Allevato Bottino