
15/03/2016
24/01/2016
21/01/2016
18/01/2016
Wishlist: Instrumentos musicais

Eu AMO pedir instrumentos musicais de presente e isso nunca vai mudar, pois um dia vou ter uma sala exclusiva de música e faço questão de ter cada um deles. Hoje mesmo eu comentei com a minha mãe que quero comprar uma escaleta e um ukulele para poder montar uma bandinha de MPB, com as minhas poesias transformadas em músicas. Na verdade, o meu sonho mesmo é ter um piano (minha eterna paixão), mas é um instrumento um pouco caro demais para a nossa condição, então vou me contentando com outros instrumentos enquanto isto. Um fato é que por incrível que possa parecer instrumentos musicais assim não costumam ser TÃO caros (alguns são sim) e com uma boa pesquisa conseguimos encontrar um preço acessível na internet (porque na cidade onde moro o preço vai lá no céu). É tudo uma questão de planejamento e economia, não considero perca de tempo, mas um investimento que me satisfaz e é para a vida toda.
Fiz uma wishlist (lista de desejos) com os instrumentos que eu quero e vou colocar o link de compra (já fica como uma indireta direta) para se vocês se interessarem e espero que gostem!

Um amor sem face

Ela estava em um jardim com flores tão belas que seria impossível tentar descrevê-las, e sentia-se livre e vagando ao ar como nem mesmo uma bailarina sentira-se antes. Sentia-se completa e totalmente lúcida, mas por incrível que pareça não sabia aonde estava, apenas que estava ali por alguma razão. Continuou caminhando, encantada com aquela beleza sublime e seus olhos enxiam-se de amor, como se o oceano inteiro despontasse através deles ao ponto de não conseguir deixá-la parar de caminhar. Se havia pessoas ela não reparou, pois sentia-se acompanhada de um brilho eterno em um lugar cujo tempo não importava.
Um homem, foi o tudo o que percebeu. Um homem que sempre soube que estaria ao seu lado, mas que nunca enxergou a sua face. Podia senti-lo segurando as suas mãos e guiando-a em direção à algum lugar, que não sabia o nome, apenas que ele seria melhor.
Ele parecia sempre um ser solitário e fazia sentir-se emocionado ao lado dela, deixando-se ser percebido por isto, mas raramente se aproximava da mesma forma. Era possuidor de uma aura saudosista mesclada à melancolia de ser um eterno imortal a vagar entre as pessoas e as suas lágrimas eram tão profundas que manifestavam o sofrimento que ele sentia ao manter-se distante dela.
Enquanto caminhava, o jardim tornava-se distante e ela avistava uma bela praia, coberta por árvores graciosas e uma atmosfera agradável. Sentia que ele estava ali também, observando o mar límpido e extasiando-se com a sua beleza, como se pudesse curar-se da dor que sentia através dele e pela primeira vez ela se sentiu aceita, em seu verdadeiro lar.
Antes que pudesse observar a sua face, uma voz clamava por seu nome e subitamente tudo desapareceu. Estava tocando uma melodia ao piano e fora interferida por sua mãe, que a questionava à respeito de algo que não conseguiu prestar atenção. Ela apenas levantou-se e continuou o seu dia como se nada tivesse acontecido, pois ninguém entenderia, nem mesmo ela. Nunca contou à ninguém.
Um outro verão

Não me faça parar de chorar
Não peça para que eu seja grata à você
Não diga que sofro sem explicação
Mas também não me pergunte o porquê
Apenas me abrace
Sinta as coisas que não posso dizer
Sinta as coisas que eu guardei em mim mesma
E a dor que é não saber o que fazer
Porque eu lutei como um soldado
Mas veja bem, não pude escolher
E de tanto sofrer acabei cansada
Em minha própria tristeza me embriaguei
Eu sinto tantas saudades
De quando as coisas eram mais simples
Não tenho como fugir
Em minha solidão eu me tranquei
Observo as crianças brincando
Observo declarações de amor
Casais e pessoas sorrindo
E a minha alma se corrói
Porque sinto saudade
De quando me sentia parte de algo
Que hoje não faz sentido
Você se lembra das nossas promessas?
Você se lembra que um dia me amou?
Eu voltei acreditando que seria reconhecida
Mas que pena, o seu olhar perdido não me encontrou
Uma vez eu disse à você que voltaria
Você me abraçou e prometeu guardar o seu coração
Eu acreditei e fui fiel à você
Vi pessoas em seus últimos suspiros
Vi corpos atirados ao chão
E pensei em como Deus era capaz de aceitar
Senti tristeza, ânsia e pavor
Ouvi explosões, chutes ao ar
Mas a distância não manteve o seu amor
Hoje não sou mais a mesma pessoa que o fazia sorrir
Mas o sentimento permanece o mesmo, inabalável
Você, ao contrário, parece não se importar
Fiz daquelas promessas a luz da minha vida
Mas você preferiu esquecê-las
E sem cortejos não quis mais
O amor que eu guardei só para lhe dar.
Leve como a brisa

Ler o livro "Queria ver você feliz" da Adriana Falcão me fez pensar em como o amor é algo seletivo demais para ser compreendido. Eu sempre mantive a mesma linha de pensamento com relação ao amor: Ele é um sentimento muito vasto para ser resumido em um casal passeando de mãos dadas pelas ruas. O livro praticamente conversou comigo enquanto estava lendo e não pude deixar de notar o charme que era amar alguém antigamente, através de cartas, bilhetes, fotografias, jantares em família, músicas tocando na vitrola e danças de salão. Devo dizer que sou brega, porque admiro o amor quando ele é demonstrado, sem gracinhas e orgulho por ter que declarar-se à alguém.
Eu sou o tipo de pessoa que ao estar apaixonada quer trocar cartas, bilhetes, desenhos, fotografias, escrever poesias, compor músicas e exijo toda esta compatibilidade de volta. Acho o toque uma coisa muito séria, que precisa ser respeitada e sentida verdadeiramente em cada situação, apenas quando o sentimento é recíproco e singelo. As pessoas deveriam resgatar os hábitos antigos, viverem presentes, mesmo que distantes através de cartas, valorizando a pessoa amada como ela realmente merece e reconhecendo que um corpo é um templo que guarda uma série de recordações, sentimentos, apreensões e felicidades dentro dele.
Um lábio não existe para ser beijado, mas para encantar à todos com o conhecimento e o beijo vem sempre depois, ao encontrar a pessoa certa para tocá-lo, assim como um amor não nasce da atração entre dois corpos, mas da atração entre dois espíritos que se reconhecem em meio à multidão de outras vidas. Eu me preocupo com todos estes rituais e penso que a vida seria muito mais bela se as pessoas se preocupassem em mantê-los.
O amor é simplesmente existir pela graça divina e nunca foi essa coisa toda que as pessoas dizem, mas é bem menos, porque menos é sempre mais. O amor é leve como a brisa e existe em todo o lugar, apenas esperando encontrar alguém que se disponha à vivê-lo em sua verdadeira essência, transformando-o em uma flor, que mesmo esquecida, não deixa de amar.
Livro: Queria ver você feliz (Adriana Falcão)

"O FATO É QUE eu poderia contar qualquer história de amor, mas se hoje minha memória anda às voltas com esta, de Caio e Maria Augusta, culpo quem abriu um certo baú florido onde estavam guardados cartões, bilhetes, retratos e cartas."
Queria ver você feliz é um daqueles livros de histórias reais que nos deixam morrendo de amores. Comprei sem muitas expectativas mas me apaixonei de uma forma que precisa ser compartilhada, pois através da história de um baú florido tudo começou a despontar para o surgimento do livro.
HÁ QUEM O CHAME de Eros, Kama, Philea ou Ahava. O Amor, esse personagem mítico, desempenha o papel de narrador na história real do casal Caio e Maria Augusta, pais da autora Adriana Falcão. O Amor se descreve como perfeccionista e obcecado pelos detalhes, nada que o impeça de ser um bocado descuidado com as consequências dos sentimentos que provoca com suas flechas.
Em primeiro lugar, eu adoro histórias em que o narrador é um ser idealizado e abstrato. Nesta história poética e bem humorada, Adriana Falcão submete-se à interpretação do próprio Amor para narrar a história de seus pais. É como se ao ler o livro o amor realmente estivesse palpável e nos contando cada detalhe da vida da família construída pelo casal. Quem já leu ou assistiu A menina que roubava livros deve se lembrar que a história é contada pela própria morte e isso é um ponto semelhante, pois neste livro, quem conta a história é o próprio amor.
O livro é todo escrito à base de cartas, bilhetes, telegramas, desenhos e fotografias trocadas pelo casal desde o momento em que se conheceram. A escritora conta que a origem do livro se deu ao encontrar um baú florido cheio de recordações quando ela e suas irmãs precisaram repartir as coisas do casal entre elas. O "enredo" do livro acaba por ser suscetível à nossa própria imaginação, deixando muitas coisas no ar, para que possamos imaginar. Trata-se de uma história de amor real, com todas as suas graças e também defeitos, momentos felizes e tristes, além de assemelhar-se à muitas outras já conhecidas.
"Não tenho sexo. Não tenho corpo. Não sou mortal nem imortal, visto que morro e renasço, e volto a morrer e a renascer até o infinito. Sou um teimoso. Há quem tente me entender, há quem tente me explicar, nada disso é muito fácil."
Ás vezes, eu ficava chateada com a loucura de Maria Augusta, que em momento algum demonstrava uma preocupação para com os sentimentos de Caio, que enquanto cuidava dos problemas de sua esposa embalava-se em uma profunda depressão que só percebemos ao final da história. Isso me fez pensar em como pessoas com problemas emocionais são capazes de abalarem as outras, mesmo sem a intenção.
Ficha técnica do livro:
Número de páginas: 157;
Editora: Intrínseca;
ISBN: 978-85-8057-609-2
Primeira edição: 2014
Capa e projeto gráfico: Angelo Allevato Bottino
Não se deixa de amar

Ninguém deixa de amar da noite para o dia, justamente porque deixar de amar é algo impossível. Eu não acredito que uma relação pautada no amor e na compreensão tenha fim, apenas é interferida pelas circunstâncias, mas acabar é inviável e se um dia acabou, é porque nunca foi verdadeira, simples assim. Quando se ama verdadeiramente alguém ou alguma coisa, o máximo que pode acontecer é um afastamento acarretado pelas circunstâncias e por escolhas no modo de viver diferentes, mas o sentimento permanece, mesmo que aparente ter sido abrandado. Afinal, o amor é manso, e o que pensamos ser amor, na verdade pode ser simplesmente uma paixão, a verdadeira causa da origem de termos como "acabou o amor".
Coitadinho do amor, tão estereotipado pela mente incerta das pessoas e pela cegueira advinda das aparências que acabou tornando-se algo passageiro e apto dos finais infelizes. É normal o ser humano confundir-se entre as aparências e julgarem-se conhecedores do verdadeiro amor, mas ele não é, e isto não deveria ser algo normal, porque os sentimentos formam uma casa em que somente nós mesmos somos capazes de entrar. Pense no amor que sente por sua mãe e no amor que ela sente por você e conclua por si mesmo que nunca amou verdadeiramente muitas pessoas que julga amar, apenas julgou sentir algo que na verdade trata-se de um comodismo estereotipado pela névoa que esconde dos nossos olhos a realidade.
Não adianta dizer que existem vários tipos de amores e que amor de mãe não se compara, pois se compara sim, porque o amor é único e universal. Quando a gente ama, podem se passar anos de afastamento e falta de contato, mas ao retornarmos, basta apenas uma troca de olhares para que o amor ressurja como se nunca estivesse longe antes. O amor não é complicado, não é caloroso tão menos adepto de cenas dramáticas e entristecedoras, mas é paciente, avança sem ser percebido através do carinho, do respeito, da compreensão mútua e do reconhecimento de que mesmo com a distância a saudade pode passar, mas o amor nunca, ele sempre prevalecerá.
Você merece ser feliz agora!

Ás vezes ser sozinho(a) demais cansa, a gente se pergunta qual é o nosso problema e esquecemos que o verdadeiro amor nasce em nós mesmos. Em meio à um turbilhão de pensamentos destruidores nós não nos curtimos e precisamos entender que merecemos sim sermos felizes, nem que seja assim: Só.
Todas as pessoas ou a maioria delas imaginam que o amor se resume em uma relação entre um par que caminha de mãos dadas pela rua enquanto a velocidade da forma com que os demais enxergam a vida acelera. Eu não. O meu conceito de amor é bem distante deste conceito estereotipado pela sociedade e sua história, pois imagino que o amor é bem menos, porque menos é sempre mais. Não adianta, tudo começa ao se olhar no espelho e gostar sinceramente de todas as coisas que você enxerga exteriormente e interiormente, eis o princípio da maior forma de amar a si mesmo(a).
Nós vivemos em uma humanidade excessivamente apegada ao contato físico e as pessoas preferem a crença de que são totalmente dependentes de um par ou de amizades superficiais à crença de que existe algo mais elevado para acreditarem. Eu tive as minhas fases de não querer acreditar em nada e respeito as fases das outras pessoas, mas somente com o amadurecimento percebemos a importância que é ter algo maior para acreditar. Porque ao acreditar em algo o nosso coração torna-se manso, porque ao acreditar em algo maior somos capazes de projetar um amanhã melhor e passamos a amar à nós mesmos acima de qualquer outra coisa.
Quando amamos a nós mesmos o dia fica mais bonito, a nossa imagem no espelho melhora, passamos a nos alimentar melhor, nos cuidamos, ouvimos uma boa música, lemos aquele livro que estava abandonado na estante por falta de tempo ou vontade, aprendemos a fazer algo que gostamos, desde alguma arte marcial até dançar ballet
clássico e descobrimos que o segredo de amar e ter felicidade é apenas curtir a vida da melhor forma, amando a nós mesmos. As amizades? O parceiro ou a parceira? Todas estas baboseiras são apenas consequências de nos amarmos e sempre vão vir com o tempo, não adianta querer apressá-lo. Desesperar-se e atirar-se em um oceano antes de conhecer a sua profundidade só irá reiniciar o círculo de relacionamentos superficiais e pessoas que não têm verdadeiramente uma sintonia de harmonia com a sua.
Uma vez um amigo meu me perguntou qual o problema que ele tinha que o impedia de conseguir uma namorada bacana. Eu simplesmente o disse que tudo tem o seu tempo e que ele precisa saber esperar. A vida é uma coisa muito complexa para querermos brincar de Deus e acharmos que podemos mudar tudo, apenas precisamos nos preocupar em cuidar de nossa felicidade para que possamos iluminar os demais e atraí-los com o nosso brilho.
Então, se você sente-se muito só, acha que nunca vai ser feliz porque não tem companhia para ir ao cinema, porque queria ter amigos para sair e se divertir, queria ter alguém com quem conversar, um namorado ou uma namorada, alguém que verdadeiramente queira ver você feliz, tenha certeza de que um dia terá. Mas enquanto não tem, faça cursos, aprenda a fazer algo que goste, desenvolva os seus hobbies, cante, dance, vá ao cinema sozinho(a) e divirta-se com você, coloque aquela roupa mais bonita, passe um batom se você for mulher, vá à um restaurante considerado "chique" que sempre quis entrar mas nunca entrou por medo de ser julgada devido à sua solidão, compre chocolates caros e se dê, tome sorvete, faça brigadeiro, seja você, mas principalmente, não se esqueça de repetir todos os dias em frente ao espelho: Eu mereço ser feliz e vou ser feliz agora!
17/01/2016

Com sua sensibilidade ironicamente convencional, ela encontrava o sucesso nas mais nobres causas invisíveis ao analfabetismo do olhar humano. Em uma primeira vista a sua imagem era hostilizada e atrasada. Mas sua alma!
É apenas o que me recordo dela...

Criado por Bianca e aberto em 20/12/2011, o blog Estrambotices foi criado pela necessidade de compartilhar conhecimentos sobre todas as coisas que a criadora encontrava em livros, músicas, filmes, séries e internet, além de trocar ideias e opiniões à respeito de assuntos diversos, porque opinião é uma coisa que não falta neste site. O Estrambotices é um blog aberto e eclético, justamente porque mudar de opinião é algo natural e capaz de mudar drasticamente o rumo de todas as coisas ao redor das pessoas. Entre e fique!










