Eu tava em minhas típicas tardes de terça feira, sem nada pra fazer. Resolvi sair um pouco do teatro pra ir tomar um café. Tomo tanto café que estou começando a achar que tenho algum problema, alguma doença. Voltei ao teatro. No palco, que antes de eu ir embora estava vazio, uma única figura quebrava a descrição de "teatro vazio". Era uma bailarina. Ela usava sapatilhas de ponta e ficava nelas o tempo inteiro. Tentei entender o que ela fazia para ficar tanto tempo nas pontas sem sentir o pé doer.
Ela dava um espetáculo: bem na minha frente. Parecia ela, estar pisando nas nuvens. Movimentos graciosos e belíssimos. Dava cinco fouetté's e até mais, parei de contar. Pas de chat, grand plié, incrível. Sentei numa das cadeiras, fascinada. Não obstante, a música parou de tocar. A bailarina parou. Dei a volta no palco para subi-lo onde a mesma se encontrava para falar com ela. Demorei alguns segundos, ainda estava com o café na mão. No entanto, quando subi no palco, eu estava sozinha no teatro. Não havia ninguém no palco.
Eu tenho que tomar menos café.
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